Temos a mania de dar vida a tudo.

Arrancamos uma folinha, que até então tinha vida própria, junto à árvore, e atribuímos a ela uma identidade nova e independente – nova vida. Uma nuvem que passa no céu, ganha feições, vontade e personalidade – alguma que nos agrada. É assim, assim que nós somos.
Talvez a psicologia decifre essa simples e irrepreensível atitude que temos em relação a tudo que nos rodeia. Talvez alguém, com mais destreza nos mistérios da mente humana, saiba identificar essa incorrigível humanização que impomos àquilo tudo que é inanimado.
Talvez seja apenas a nossa simples, irrepreensível e incontrolável vontade de não querer ficar só.
Bjs,
nvs